
Panela antiaderente pode
trazer danos a saúde
O polímero que não deixa os alimentos grudarem pode ser prático na cozinha, mas prejudicial à saúde.
Um trabalho de pesquisa da Agência de Proteção Ambiental norteamericana (EPA) reacendeu a discussão ao relacionar o polímero PTFE (politetrafluoretileno), responsável pela antiaderência de algumas panelas (aquelas de cor cinza-escuro), à ocorrência de câncer de fígado em animais. A informação foi relatada por Késia Diego Quintaes, autora do livro "Por Dentro das Panelas" (Editora Varela) e professora de nutrição da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).
Ainda que os cientistas não estejam certos dos efeitos causados em seres humanos, não custa prevenir.
A professora explica que o PTFE é bastante resistente a agentes químicos, como os produtos de limpeza, mas pode reagir com as proteínas contidas nos alimentos e entra em processo de decomposição em temperaturas maiores do que 250º C. Dessa maneira, o uso de panelas revestidas com o material não é indicado para preparar frituras nem para assar alimentos no forno, uma vez que ambas as situações propiciam altas temperaturas.
Pelo mesmo motivo, não é aconselhável aquecer o utensílio vazio sobre a chama do fogão. Evite também cozinhar alimentos com alto teor de proteínas. "Use a panela para preparar arroz, ferver água e molhos e guardar alimentos", sugere a especialista.
Perigo no uso
prolongado
de antibióticos
Uso contínuo dos medicamentos pode provocar resistência nos micróbios e efeitos colaterais.
A pesquisa conduzida por médicos de nove hospitais holandeses e publicada no British Medical Journal questiona o uso prolongado de antibióticos por pacientes para tratar infecções.
Conforme o grupo de médicos, liderado por Jan Prins, do Academic Medical Center, em Amsterdã, uma utilização mais restrita e seletiva desse tipo de medicamento poderia reduzir o índice de resistência bacteriana e acelerar a cura. Ainda segundo os especialistas, quanto mais freqüentemente e continuamente um antibiótico é empregado, maiores são as chances de que micróbios e agentes desencadeadores dos sintomas se tornem mais resistentes ao tratamento.
O estudo sugere que infecções atualmente combatidas com o uso continuado de antibióticos por um período de sete a dez dias podem ser curadas pelo mesmo medicamento no prazo de três dias.
Um total de 186 adultos holandeses hospitalizados com pneumonia de moderada a severa foram analisados durante a realização da pesquisa. Por três dias, eles receberam doses de amoxilina. Depois disso, quando 119 já apresentavam melhoras evidentes, o grupo foi dividido em dois. Metade seguiu usando o medicamento por mais cinco dias, e a outra metade recebeu comprimidos de açúcar. Ao final do período, aproximadamente 90% dos pacientes de ambos os grupos estavam curados.
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