Magnésio e envelhecimento celular
Um mineral fundamental para várias funções corporais
é também imprescindível para a juventude das células
Um novo estudo aponta que a falta de magnésio acelera o envelhecimento das células. Segundo a pesquisa, feita nos Estados Unidos, a deficiência crônica do mineral pode promover ou acelerar doenças relacionadas à idade.
O Magnésio é fundamental para uma série de processos biológicos, sejam metabólicos, regulatórios ou estruturais. Sua presença é necessária para que muitas enzimas funcionem corretamente. Trata-se de um micronutriente obtido essencialmente da ingestão de vegetais de folhas verdes e de grãos integrais.
Apesar disso, como destaca o estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas)”, mais da metade da população norte-americana tem falta do mineral, devido principalmente à alimentação não saudável.
"A dieta típica dos Estados Unidos se desviou das fontes naturais para opções mais refinadas e freqüentemente pobres em nutrientes, fazendo com que a carência de magnésio se tornasse comum", destacaram os autores. O cenário resulta em aumento no risco de diversas doenças ligadas à idade, como pressão alta, problemas cardiovasculares, diabetes e osteoporose.
Para entender melhor como a deficiência de magnésio contribui para essas doenças, David Killilea e Bruce Amem, do Departamento de Biologia Molecular e Celular da Universidade da Califórnia, analisaram os efeitos de longo prazo da deficiência moderada do mineral em fibroblastos, células que fornecem a base estrutural para muitos tecidos no corpo humano.
Embora as células tenham sobrevivido e se dividido normalmente em condições com carência de magnésio, elas envelheceram mais rapidamente do que as que cresceram em concentrações normais do nutriente.
Os autores relacionaram a senescência prematura das células em parte ao encurtamento dos telômeros, seqüências de DNA que protegem as extremidades dos cromossomos e cujo mau funcionamento tem importante papel tanto no envelhecimento como no desenvolvimento de cânceres.
Chá de Memória
Deixe o Memoriol de lado e lembre-se desta dica:
pra não esquecer de nada, tome chá. Muito!
O consumo freqüente de chá ajuda a saúde mental dos idosos, preserva a memória e reduz os riscos de declínio da capacidade cognitiva, sugere um estudo realizado na Universidade de Cingapura. A pesquisa observou 2,5 mil idosos com idade acima dos 55 anos durante dois anos para avaliar as mudanças na capacidade cognitiva dos participantes como a atenção, memória e habilidade visuo-espacial. O estudo considerou a quantidade de chá verde e preto que os participantes ingeriam e a freqüência.
Segundo os resultados, publicados na revista científica "American Journal of Clinical Nutrition", 35% dos participantes que não bebiam chá demonstraram uma queda média de dois pontos no número de pontos atingido nos testes de memória, o que indica declínio cognitivo. No entanto, cerca de 65% dos participantes que bebiam pelo menos duas xícaras de chá diariamente mantiveram os mesmos resultados nos testes cognitivos dois anos depois do início da pesquisa.
Os cientistas sugerem que a descoberta pode auxiliar na redução no risco de demência entre os idosos, já que o declínio cognitivo pode progredir para o mal de Alzheimer. "O potencial efeito do consumo de chá contra o declínio cognitivo em idade avançada tem uma importância grande, já que a população está envelhecendo rapidamente e há grande incidência de demência vascular e de Alzheimer", diz o estudo.
O estudo ressalta que o efeito preventivo do chá não está relacionado a apenas uma substância, mas "ao efeito sinérgico de vários de seus componentes químicos". Entre as substâncias que poderiam influenciar a capacidade cognitiva, os pesquisadores destacam o polifenol - uma classe de substâncias químicas conhecidas por ajudar na prevenção de doenças cardiovasculares - e a teanina, um aminoácido conhecido pelo seu efeito relaxante.
De acordo com a pesquisa, apesar de a cafeína também estar presente nas folhas dos chás preto e verde, os cientistas não observaram nenhuma relação entre o consumo de café e uma melhora no desempenho cognitivo. Por isso, o estudo afirma que é "menos provável" que a cafeína presente no chá tenha algum efeito na prevenção da perda de memória observada no estudo.
Chá verde contra doenças
Bebida pode diminuir risco de morte por derrame e ajudar no tratamento de Mal de Alzeimer
A Associação Médica Americana descobriu que o consumo de chá verde pode diminuir o risco de morte causada por derrame cerebral, doença cardíaca ou coronariana. Por 11 anos, mais de 40 mil pessoas de 40 e 79 anos, sem histórico dessas doenças, foram acompanhados.
Quem bebia cinco xícaras ou mais de
chá verde por dia apresentou 16% menos risco de morte. Em quantidades maiores, a redução do risco de morte chegava a 26%.
Beber chá verde regularmente também pode melhorar a memória segundo um estudo britânico. Os cientistas descobriram que a ingestão de chá verde ou preto inibe a atividade de certas enzimas no cérebro associadas à memória. Os pesquisadores investigaram as propriedades do chá verde e constaram que a bebida pode contribuir para desenvolvimento de novo tratamento para o Mal de Alzheimer uma vez que o chá verde tem como benefícios a inibição da atividade de enzimas associadas ao desenvolvimento dessa doença.
Molho pesto com castanha-do-pará é antioxidante e fonte de fibras e lipídios
Pesquisadores da USP desenvolveram receita que pode substituir a tradicional, representando uma boa opção para uma dieta saudável.
Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP desenvolveram receita de molho pesto com alto potencial antioxidante que leva castanha-do-brasil (castanha-do-pará) em substituição a um dos ingredientes originais da receita italiana: o pinholi (pignole ou pine nut), espécie de pinhão, produto importado e caro, sem que se perdessem as características sensoriais do molho.
A formulação final leva 47g de manjericão, 14g de castanha-dobrasil (torrada, sem casca e sem sal), 24g de azeite de oliva extravirgem, 10g de queijo parmesão, 3g de alho e 2g de sal (para uma porção de 100g de pesto). "Além de baratear a receita, a formulação apresentou compostos antioxidantes naturais, e pode ser considerada boa fonte de lipídios e fibras, representando boa opção para dieta saudável", afirma a professora Elizabeth Torres, do Departamento de Nutrição da FSP.
Os ingredientes foram colocados em um pilão de porcelana e amassados até se obter uma pasta homogênea. A análise sensorial foi realizada com 50 provadores, sendo a maioria mulheres. Como acompanhamento foram usadas massas e torradas. "Identificamos o manjericão como ingrediente com maior contribuição à atividade antioxidante total do molho pesto, mas o azeite extravirgem e a castanha-do-brasil também contribuem para essa característica do molho", explica.
RADICAIS LIVRES
Segundo Elizabeth, os radicais livres podem ser gerados durante as funções metabólicas normais ou por fontes externas como exposição a raios-X, ozônio, fumo, poluentes atmosféricos e resíduos químicos. "Apesar de as células serem protegidas por sistemas naturais de defesa, sob condições em que há deficiência no sistema protetor, haverá desequilíbrio entre aformação destas espécies reativas (estresse oxidativo), quadro que pode provocar uma série de efeitos danosos ao organismo. As substâncias antioxidantes ajudam a equilibrar esta função", esclarece.
A professora acredita que a castanha-do-pará também poderia ser substituída por amendoim ou castanha de caju, desde que com pouco sal. Ela ressalta, porém, que como em qualquer inadequação dietética, não adianta comer um alimento funcional e extrapolar com maus hábitos alimentares, como a alta ingestão de sal, açúcar, carnes e gorduras e baixo consumo de verduras, legumes e fibras, por exemplo.
O trabalho foi o tema da pesquisa de mestrado do engenheiro Guilherme Afonso e teve a orientação da professora Elizabeth. A pesquisa foi apresentada em 2006 ao Programa Interunidades em Nutrição Humana Aplicada que envolve, além da FSP, a Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) e a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), ambas da USP.
Exercícios de baixo impacto melhoram a artrite reumatóide
Durante estudo, além de alcançarem melhora em diversos sintomas, os participantes conseguiram aumentar a velocidade de caminhada e sua força.
Pessoas de meia idade e mais velhos com artrite reumatóide, doença inflamatória que afeta as articulações, podem melhorar seu bem-estar físico e mental com exercícios regulares, segundo pesquisadores da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos.
Os resultados de um estudo, publicados na revista científica Arthritis Care & Research, indicam que 12 semanas de exercícios aeróbicos de baixo impacto puderam reduzir dor, fadiga e depressão entre 220 homens e mulheres, entre 40 e 70 anos de idade, com artrite reumatóide. Por outro lado, a fadiga e as dúvidas sobre os benefícios dos exercícios fizeram alguns dos participantes não realizarem a quantidade de atividade recomendada.
A artrite acontece quando o sistema imunológico erradamente ataca as articulações, levando a inflamação crônica, dor e inchaço. Com o tempo, a doença pode deformar as juntas e levar à debilidade física.
Alguns estudos passados já vinham mostrando a importância de exercícios pesados ou atividades aeróbicas leves, como caminhada, para beneficiar pessoas com a doença. Mas, segundo os especialistas, pouco é conhecido sobre os fatores que encorajam ou desanimam os pacientes a fazer exercícios físicos.
No estudo, os pesquisadores dividiram os participantes em três grupos: um que participava de aulas de exercícios aeróbicos leves por uma hora, três vezes por semana; outro que praticava atividades físicas em casa usando vídeo instrutivo; e, um terceiro, que mantinha o estilo de vida normal.
Além de alcançarem melhora em diversos sintomas, os participantes conseguiram aumentar a velocidade de caminhada e sua força. Aqueles que se exercitavam em casa não tiveram tantos benefícios, mas melhoraram o tempo de caminhada e a força nas mãos. Isso porque, segundo os autores, eles não se exercitavam tão intensamente quanto os que tomavam aulas, ou porque os aspectos sociais de tomar aulas mudaram a percepção dos pacientes sobre seus sintomas. Os pesquisadores mediram por questionário, vendo que alguns participantes não exercitavam a quantidade recomendada por causa da fatiga e de dúvidas sobre os benefícios da atividade.
Com os resultados, os autores defendem que os médicos e especialistas "eduquem pacientes com artrite sobre os muitos benefícios dos exercícios, como superar barreiras para se exercitar e as formas de controlar a fadiga".
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