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COMO AS ÁRVORES AFETAM O CLIMA
As árvores afetam o nosso o nosso clima, de três maneiras básicas: reduzindo a temperatura, reduzindo o uso de energia e reduzindo ou removendo os poluentes do ar. Leia e plante uma!
MARIA COLENSO
As árvores tornam as nossas vidas mais agradáveis. Não só são bonitas de se
contemplar como podem oferecer sombra agradável e bons esconderijos. As florestas recobrem 30% de nosso planeta e se concentram especialmente em 10 países: Estados Unidos, , Federação Russa, Brasil, China, Austrália, República Democrática do Congo, Indonésia,Peru e Índia, segundo o Programa Ambiental das Nações Unidas.
O desaparecimento das florestas está sendo registrado com maior rapidez a cada dia. Cerca de 13 milhões de hectares de floresta - uma área de tamanho equivalente ao da Grécia - desaparecem a cada ano. O desmatamento acontece devido ao crescimento populacional e às crescentes demandas da agricultura e das indústrias. Árvores são cortadas para abrir espaço para novos projetos imobiliários ou para alimentar a indústria madeireira.
Por que faz diferença que árvores sejam plantadas ou cortadas? As árvores nos fornecem madeira, combustível, alimentos, remédios, látex e outros produtos que usamos em nosso cotidiano. Também afetam o clima de nosso planeta. Sua existência - ou remoção - pode fazer uma grande diferença no clima.
Clima e tempo não querem dizer a mesma coisa. O tempo é determinado por padrões de curta duração, como os divulgados nos telejornais sobre um período de poucos dias; os padrões de clima influenciam prazos mais longos, em geral na ordem dos 30 anos. E o clima do nosso planeta está se aquecendo - a temperatura média subiu de 1 a 1,5 graus nos últimos 100 anos (fonte: The Weather Channel). É o que aponta também o Relatório Intergovenamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
As árvores e o nosso clima
As árvores afetam o nosso tempo e, com isso, o nosso clima, de três maneiras básicas: reduzindo a temperatura, reduzindo o uso de energia e reduzindo ou removendo os poluentes do ar. Cada parte de uma árvore, das folhas às raízes, contribui para o controle do clima.
As folhas ajudam a reduzir a temperatura. Elas refrigeram o ar por meio de um processo conhecido como evapotranspiração, que é a combinação de dois processos simultâneos: evaporação e transpiração (ambos liberam umidade no ar). Durante a evaporação, a água é convertida de líquido em vapor e evapora da terra, dos lagos, dos rios e até mesmo de pavimentos. Durante a transpiração, a água atraída da terra pelas raízes evapora das árvores. O processo pode ser invisível aos nossos olhos, mas um carvalho de grande porte pode transpirar 150 mil litros de água para a atmosfera a cada ano!
Esse sistema externo de condicionamento de ar que as árvores fornecem reduz o consumo de energia em casa ou no escritório. A sombra fornecida por árvores plantadas de maneira adequada refrigera edifícios nos meses calor, permite que os raios quentes do Sol brilhem por entre seus galhos no inverno e também protege os edifícios contra ventos frios. Com algum planejamento, árvores plantadas em ambiente urbano podem ajudar a minimizar o efeito de ilha de calor que aflige muitas cidades.
As ilhas de calor são cidades que muitas vezes apresentam temperatura alguns graus mais elevada que a de seus subúrbios porque as áreas urbanizadas geram e aprisionam calor. Estudos sobre Atlanta constataram que as temperaturas no centro da cidade são entre dois e três graus mais altas que as dos subúrbios. Isso, por sua vez, eleva o número de tempestades locais. Phoenix também é mais quente que as áreas que a cercam. Em 1950, Phoenix tinha temperatura 2,5 graus mais alta que a do monumento Casa Grande, nas imediações. Em 2007, essa diferença de temperatura havia se elevado a 3,5 graus. Em São Paulo, a variação de temperatura pode ser de até 12º C entre uma região e outra no mesmo horário! (fonte: Estadão.
Quando árvores crescem em áreas urbanas, tanto as temperaturas do ar quanto as das superfícies se reduzem. Pesquisadores constataram que plantar uma árvore na face oeste e uma na face sul de uma casa pode reduzir significativamente o consumo de energia. No estudo conduzido pela Environmental Protection Agency, os custos anuais de refrigeração foram reduzidos entre 2% e 8% .
As folhas também filtram partículas do ar, incluindo poeira, ozônio, carbono, monóxido e outros poluentes atmosféricos. Pelo processo de fotossíntese, as árvores removem o dióxido de carbono (um gás causador do efeito-estufa) e liberam oxigênio no ar. As árvores armazenam dióxido de carbono, um processo conhecido como seqüestro de carbono e - dependendo do tamanho da árvore - podem reter entre 16 e 360 quilos de dióxido de carbono a cada ano.
VENENO NA MESA
A Anvisa avisa que os alimentos brasileiros estão com altíssima presença de agrotóxicos. Mas deixa a solução nas mãos dos consumidores. Que coisa!
Pesquisa da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária mostrou que as frutas, verduras, legumes e grãos consumidos pelos brasileiros estão com altíssima presença de agrotóxicos. Em 2009 a agência coletou 3.130 amostras de 20 alimentos. As análises apontaram que 29% das amostras tinham irregularidades, como resíduos diretos de agrotóxicos e ingredientes ativos não autorizados.
“Estes resíduos evidenciam a utilização de agrotóxicos em desacordo com as informações presentes nos rótulos e bula dos produtos” explicou Luiz Cláudio Meirelles, gerente da Agência. (Mas se o próprio governo permite a importação de produtos banidos em outros países, como fica?).
Os casos mais problemáticos, ou contaminados, foram o pimentão, com 80% das amostras insatisfatórias; a uva, com 56,4%; o pepino, com 54,8% e o morango, que teve 50,8% de suas amostras contaminadas.
Também tiveram alto índice de irregularidades a couve (44,2%), o abacaxi (44%), o mamão (38,8%), o tomate (32,6%) e a beterraba (32%).
De acordo com a Anvisa, agrotóxicos que apresentam alto risco para a saúde da população são utilizados no Brasil sem levar em consideração a existência ou não de autorização do governo. (Ou seja, pode tudo e nada acontece).
Para reduzir o consumo de agrotóxicos nos alimentos a Anvisa recomenda que o consumidor opte por produtos de origem identificada, pois esses aumentam o comprometimento dos produtores com relação à qualidade dos alimentos e das boas práticas agrícolas (A pergunta que não quer calar: pagamos impostos extorsivos para a que a Agência do governo responsável pela defesa sanitária nos dê conselhos para comprarmos alimentos de boa origem? É para isso todo o aparato técnico burocrático da Anvisa?).
Para você tentar se proteger sozinho: escolha alimentos de época, e dê preferência a alimentos orgânicos, certificados, que não utilizam agrotóxicos em seu cultivo. Talvez não tenham a mesma aparência ‘grandiosa’ dos convencionais, mas com certeza não possuem os venenos ‘normais’ dos outros.
Retirar as folhas externas e lavar bem os produtos ajudam na redução dos índices de veneno.
A fonte das informações foi o portal G1.
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UMA PROPOSTA DECENTE
VEGETARIANISMO POR UM DIA!
Tendência mundial de consumo crescente de carne é insustentável. Surge proposta amenizadora, que exige só um pouco de esforço dos consumidores. Leia!
Um dado assustador, tanto do ponto de vista ecológico quanto da saúde pessoal, é que está consolidando-se a tendência global de abuso no consumo de carne. Além de sermos muito mais habitantes no planeta, o consumo “per capita” está aumentando. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), a seguir o ritmo atual, o consumo de carne no mundo será multiplicado por dois em meados deste século, o que será absolutamente trágico do ponto de vista ambiental.
DANOS AMBIENTAIS DA PECUÁRIA EXCESSIVA
O gado está na ponta da mira dos ecologistas não apenas pelo CO2 que emite através de seu sistema digestivo. Também porque para a sua alimentação são desmatadas grandes extensões de florestas.
A FAO calculou em 2006 que o setor pecuário emite mais gases de efeito estufa – 18%, que o setor dos transportes. (O sistema digestivo dos ruminantes, especialmente do gado bovino, faz com que estes animais emitam muito metano através de arrotos e flatulências). Além disso, grandes extensões de florestas, sobretudo na América Latina, foram dizimadas para convertê-las em pastos ou produzir forragens para alimentar o gado. E o estrume produz óxido nitroso, com um potencial 296 vezes maior de aquecimento global que o CO2.
“Extensões cada vez maiores de terras são destinadas ao cultivo da soja, com a finalidade de utilizá-la como proteína para as rações, sobretudo na Argentina e no Brasil”, explica Miguel Ángel Soto, especialista em desmatamento do Greenpeace. “Em 2006, elaboramos um relatório no qual fizemos algumas observações às grandes empresas produtoras de soja e aos maiores importadores europeus, como o McDonald’s. Os frangos dos McNuggets se alimentavam com soja produzida em granjas situadas em áreas de desmatamento. Levamos os diretores da multinacional a esses locais para que o vissem”, explica Soto.
Como decorrência da viagem, a empresa se uniu a uma moratória sobre a compra de soja procedente de áreas de desmatamento recente. Segundo o Greenpeace, a intensidade do desmatamento flutua de acordo com os preços da carne e da soja. Quando o preço de ambos os produtos cai nos mercados internacionais, o ritmo do corte de árvores se reduz no ano seguinte.
“90% da soja produzida na América Latina é destinada à alimentação animal nos países ricos. Um filé que se come na Espanha, por exemplo, muito provavelmente terá vindo de um boi europeu alimentado com produtos brasileiros, plantados em terras onde antes havia árvores ou floresta”, explica Lasse Bruun, porta-voz da Compassion in World Farming. “Uma mudança de comportamento nos consumidores seria muito importante”, opina Bruun, que também luta para que o tema seja incluído na Cúpula Mundial do Clima que acontecerá em dezembro próximo em Copenhague (Dinamarca).
UMA CAMPANHA SIMPLES E EFETIVA
Levando em conta esses dados e também os alertas constantes de organizações de saúde sobre os males causados à saúde pessoal pelo excesso de ingestão de carne, foi lançada uma campanha mundial que propõe um dia vegetariano por semana para frear esta alta no consumo de carne. Para seus organizadores, este pode ser um método rápido e eficaz para que cada cidadão contribua para frear o aquecimento global. Menos consumo de carne implicaria em menos rebanho e menos emissões.
A campanha, apoiada por celebridades como Paul McCartney, foi posta em prática no Reino Unido com o lema “Segunda-feira sem carne”. O objetivo: converter-se em vegetariano um dia por semana para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Segundo o ex-Beatle, esta é uma forma de contribuir individualmente e sem grandes esforços na batalha contra o aquecimento global. A carne pode ser medida em emissões de CO2: consumir um quilo de carne bovina equivale a viajar 250 quilômetros de carro.
Uma voz de peso que apóia a campanha é Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática da ONU e Prêmio Nobel da Paz em 2007. Em uma conferência em Londres, o cientista indiano explicou que “um granjeiro pode alimentar 30 pessoas durante um ano com um hectare de terra se produzir vegetais, frutas e cereais. Se a mesma área for utilizada para produzir ovos, leite ou carne, o número cai para entre cinco e 10 pessoas”.
A Espanha é um dos países onde o aumento do consumo de carne - cerca de 120 quilos por ano/habitante, segundo a FAO – foi maor que qualquer outro país europeu. “Até 1984, a dieta na Espanha seguia praticamente ao pé da letra os saudáveis padrões da dieta mediterrânea”, comenta José Manuel Ávila, da Sociedade Espanhola de Nutrição. “Deveríamos adaptar a nossa dieta ao nosso gasto de proteínas, comer de tudo um pouco meno,s e tratar de substituir parte das proteínas por hidratos de carbono”, aconselha Ávila, que acredita que uma campanha como a de McCartney na Espanha seria boa. “O consumo recomendado de carne é de oito vezes ao mês. Ou seja, duas vezes por semana e não quase diariamente, como estamos fazendo.”
O Fórum Mundial de Pesquisa sobre o Câncer, situado no Reino Unido, recomenda limitar o consumo da carne vermelha, como o boi, o suíno ou a ovelha, e evitar por completo as carnes processadas – como o bacon ou o salame. Para reduzir o risco de ter câncer, o consumo não deveria ser superior a meio quilo por semana.
PARTICIPAÇÃO CRESCENTE
O fato de propor uma simples redução no consumo de carne e não um vegetarianismo radical tem provocado a adesão de muitas pessoas. Afinal, não adianta reclamar da devastação do ambiente e nem ao menos abrir mão de um dia de hábito alimentar.
A cidade de Gante, na Bélgica, foi a primeira a aderir à campanha e declarou as terças-feiras “dia vegetariano”. Vários chefs no Reino Unido apoiaram o projeto de McCartney e criaram receitas vegetarianas para a página da campanha na internet. A receita desta semana é do próprio McCartney: “A salada de Paul para lamber os dedos”. Folhas de espinafre e rúcula, tomates cherry, abacate e queijo.
Entre nessa, faça sua parte e reduza seu consumo de carne. A sua saúde e a do planeta agradecem.
Fonte: Antía Castedo, do jornal “El País”, Madrid
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